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Porque me deu vontade escrever,
pra reviver o que eu senti, e como senti
e tentar traduzir esse código intraduzível
e me perder nos meus pensamentos obsessivos
e cheios de ânsia pelo novo, por você e pelo
abraço perdido na minha memória.
Já nem sei mais o que é verdade e o que eu invento
na tentativa inerente de ser o que não é
de ter o que não tem!
Sopa de letrinhas,
Não importa se minha poesia é servida no requinte de um prato francês ou na nostalgia do feijão da avó. O importante é que de qualquer forma eu lanço a fora (e a dentro) tudo aquilo que ninguém quer escutar de mim.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
A verdade de Angélique
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Que luz morna nos meus olhos
quando sinto você, mesmo que só sua energia sintomática.
É como o calor, de lágrimas felizes,
aquele de reviver um momento, não vivido!
Ou então o calor das lágrimas tristes, por talvez,
não voltar a te ter, se é que um dia tivera!
A verdade absoluta é que chove lá fora
e aí quero você por perto para acender meu cigarro.
Não o tenho e aqui dentro, também chove!
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
a Censura
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Melhor parar com essa mania de ser inabalável!
melhor deixar esse princípio de agonia nascer
deixar que urja os instintos ao inalar esse ar tão rarefeito...
quem sabe não vira poesia essa vontade do que se quer,
mas não se deve...
Erro tanto porque quero viver
caso contrário deixaria os dias passarem sem graça
por mim, nessa inércia malemolente que é o cotidiano!
Vivo porque errei, essa é a lei!
Pra mim essa já não é mais a questão
Faz parte do jogo!
Eis que o erro prevalece!
melhor deixar esse princípio de agonia nascer
deixar que urja os instintos ao inalar esse ar tão rarefeito...
quem sabe não vira poesia essa vontade do que se quer,
mas não se deve...
Erro tanto porque quero viver
caso contrário deixaria os dias passarem sem graça
por mim, nessa inércia malemolente que é o cotidiano!
Vivo porque errei, essa é a lei!
Pra mim essa já não é mais a questão
Faz parte do jogo!
Eis que o erro prevalece!
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
o Cordão!
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Hoje nada importa!
Nem a métrica,
nem a falta dela...
nem me incomodo
com as rimas
pobres
Muito menos
me impressiono com
as ricas...
redondilhas passam despercebidas
aos meus olhos
tão nublados,
tão tristes,
tão cheios de saudade!
Saudade do colo que só você
MÃE tem!
Do olhar recriminador que só você
MÃE tem!
do conselho certo que só você
MÃE tem!
da presença farta que só você
MÃE tem!
Hoje só importa seu sorriso de perto,
seu olhara de perto,
meus cuidados para com você!!!
Porque hoje mãe, eu sou sua mãe
e sou eu que não durmo por você!
Nem a métrica,
nem a falta dela...
nem me incomodo
com as rimas
pobres
Muito menos
me impressiono com
as ricas...
redondilhas passam despercebidas
aos meus olhos
tão nublados,
tão tristes,
tão cheios de saudade!
Saudade do colo que só você
MÃE tem!
Do olhar recriminador que só você
MÃE tem!
do conselho certo que só você
MÃE tem!
da presença farta que só você
MÃE tem!
Hoje só importa seu sorriso de perto,
seu olhara de perto,
meus cuidados para com você!!!
Porque hoje mãe, eu sou sua mãe
e sou eu que não durmo por você!
sábado, 29 de outubro de 2011
a Tempestade
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Esse é meu rumo, a minha promessa de vida
o que eu sei sentir o que minha alma gosta!
Chega de ser alma!
Chega de Poesia!
Chega de tudo que é por demasia
subjetivo!
Arranco esse mal pela raiz!
E aperto o mal entre meu dedos,
até transbordar a seiva...
Você não sabe, porque, não sente,
mas plantas também choram,
Eu não!
o que eu sei sentir o que minha alma gosta!
Chega de ser alma!
Chega de Poesia!
Chega de tudo que é por demasia
subjetivo!
Arranco esse mal pela raiz!
E aperto o mal entre meu dedos,
até transbordar a seiva...
Você não sabe, porque, não sente,
mas plantas também choram,
Eu não!
terça-feira, 25 de outubro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
a Rotina de você
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Ando por essa longa avenida,
cercada de arvores,
carregadas de frutos do medo.
Ando bem ligeiro
que é pro vento cortar depressa...
Sinto a atmosfera pesada e suas particulas
que perfuram meu corpo
e espancam a obscuro.
Um espasmo no oco.
meu corpo já não aguenta as contrações da saudade.
Saudade densa que condensa em lágrimas.
cercada de arvores,
carregadas de frutos do medo.
Ando bem ligeiro
que é pro vento cortar depressa...
Sinto a atmosfera pesada e suas particulas
que perfuram meu corpo
e espancam a obscuro.
Um espasmo no oco.
meu corpo já não aguenta as contrações da saudade.
Saudade densa que condensa em lágrimas.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
o Ovo
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cai nas tentações humanas - mais uma vez-
e estraguei tudo!
inconscientemente a rota natural
de uma vida tranquila fora, mais uma vez,
junto com a chuva
que muda tanto meus ânimos quando se aproxima,
abruptamente!
Tremenda inverdade
essa fantasia de ser livre...
Sequer posso lhe dizer (em voz alta
e sem disfarces) sobre esse fenômeno
involuntário que acontece na superfície
fria, mas apaixonada, que é a minha pele
quando cheiro sua presença...
quando sinto sua voz...
Enfim, qualquer sentido que seja,
se enrola, não há mais nenhuma diferença,
porque você se personifica nessa totalidade
e em minha Atmosfera poética...
Sou só impulsos.
Deixo de ser humana e racional,
mas também não sou bicho,
porque mato os meus instintos.
Me perdi e me perco tanto
quando "penso" em você
que não sei mais de nada,
nem mesmo das poucas certezas dessa vida
sozinha!
Sou essa casca de ovo:
Prestes a trincar.
e estraguei tudo!
inconscientemente a rota natural
de uma vida tranquila fora, mais uma vez,
junto com a chuva
que muda tanto meus ânimos quando se aproxima,
abruptamente!
Tremenda inverdade
essa fantasia de ser livre...
Sequer posso lhe dizer (em voz alta
e sem disfarces) sobre esse fenômeno
involuntário que acontece na superfície
fria, mas apaixonada, que é a minha pele
quando cheiro sua presença...
quando sinto sua voz...
Enfim, qualquer sentido que seja,
se enrola, não há mais nenhuma diferença,
porque você se personifica nessa totalidade
e em minha Atmosfera poética...
Sou só impulsos.
Deixo de ser humana e racional,
mas também não sou bicho,
porque mato os meus instintos.
Me perdi e me perco tanto
quando "penso" em você
que não sei mais de nada,
nem mesmo das poucas certezas dessa vida
sozinha!
Sou essa casca de ovo:
Prestes a trincar.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Te dou um conto, me conte tudo!
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Aqui, sentada em frente a essa natureza de pedras, eu me ponho a pensar nas fragilidades da alma.
Que orgulho dessas folhas que resistem ao muro, aos tijolos. Eu não sou capaz de resistir nem as minhas pieguices humanas quem dirá a uma parede que insiste em habitar um espaço que não é seu! Desrespeita a lei do mundo, da natureza, faz-se o caos...
São apenas tijolos sobrepostos, mas é o caos.
Você é apenas memória, mas é meu caos.
É tudo muito subjetivo é tudo percepção... Cresço tanto em minha hipocrisia quando digo ser feliz quando escrevo. Eu só consigo tal proeza nesses dias, como os de hoje, em que eu me derreto em suor. Em dias que evaporam da minha pele esse perfume triste, esse cheiro de crisântemos, esse gosto de cerveja quente tomada sozinha, sentada no chão, tentando ouvir qualquer resto de natureza, tentando ser qualquer NADA no mundo!
O arrepio em minha pele é reflexo de toda essa falta de conhecimento... Porque quando pego esta caneta e sinto o papel branco - que cortam os meus dedos, minha alma - me vem a tona, como uma náusea, esse arrepio infinito.
Achei que era um sopro dos deuses o encontro com a paz. Hoje, sentada aqui, eu tenho a certeza que é isso que me faz sofrer. É esse sussurrar a verdade para dentro que dói! É um arrepio de temor que confundi tanto com a felicidade.
Como fui ingênua, alimentei em meu seio toda essa inconstância. Será melhor enterrar você? É, acho melhor! Ainda não entendestes o que eu quis tanto dizer. Ai, mas não me diga que não compreendeu como eu te toquei! Fora assim, como um prisioneiro que, na véspera, toca pela primeira vez a liberdade.
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